PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Nos EUA foi feita uma pesquisa sobre as expectativas de aprendizagem dos alunos. Alguns pesquisadores chegaram nas escolas para aplicar testes que indicassem os alunos de maior QI (quoeficiente de inteligência). Os alunos foram submetidos a testes sem que soubessem o objetivo da pesquisa.
Ao final de um mes a equipe de pesquisadores reuniu os professores, pedagogos e diretores das escolas para apontar os alunos mais inteligentes.
O que todos não imaginavam é que assim que recolheram os testes os mesmos foram rasgados sem que fossem analisados. Os pesquisadores aliatóriamente "apontaram alunos inteligentes", sem que isso fosse validado pelos testes.
Um ano se passou e os pesquisadores voltaram nas escolas para aplicar testes novamente. Qual não foi a surpresa: os alunos apontados como "inteligentes", no início do ano letivo, tiveram os melhores resultados nas notas escolares e nos testes de aprendizagem.
É diferente quando se parte para um trabalho pedagógico com expectativas positivas sobre o outro. Nosso cérebro percebe a descrença em nossa possibilidade de aprender.
Esssa verdade não foi aprendida pelos nossos políticos e muitos dos nossos educadores. Nesses anos como professora encontrei muitos que não acreditam que nossos alunos de escola pública podem aprender e se sobressaírem no que decidirem fazer nas suas vidas.
Avaliações e testes não podem traduzir o potencial da nossa juventude.
O que precisamos é acreditar que podemos superar dificuldades e fazer a aprendizagem acontecer nas escolas e fora delas.
Se partimos para um trabalho pedagógico com expectativas positivas sobre os resultados da aprendizagem certamente conseguiremos proezas na educação do nosso estado.
Não podemos acreditar nos esteriótipos a que nos submeteram, devemos encarar nossa juventude em suas potencialidades.
Acredite, pois eu acredito.
Um abraço
Silvana Machado
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