terça-feira, 26 de setembro de 2017

MENSAGEM DE MOACIR GADOTTI



Hoje no colóquio que homenageou Paulo Freire... Nosso secretário Felipe Camarão ressaltou a influência do pensamento freireano nas ações da escola digna do MA.  Em resposta.... Moacir Gadotti ... Sim...O mestre... Enviou uma mensagem aos educadores maranhenses....

Caros educadores e caras educadoras,

Por meio do nosso querido amigo Roberto Mauro, ficamos sabendo do encontro que ora realizam. Muito bom saber de vocês. Maranhão tem sido um porto de esperança onde lançamos a âncora quando o coração fica apertado. Saber que estão trabalhando com a proposta da Escola Digna em diálogo com as contribuições de Freire, fortalecendo a luta pelos Direitos Humanos, remando na direção da justiça social e de um mundo menos malvado, é, verdadeiramente, razão para nos animar e resistir. Os tempos são sombrios. A resistência e a esperança são construídas e alimentadas com notícias como a que Roberto Mauro nos trouxe. Que alento! Vocês aí, nós aqui, e tantos outros, juntos e juntas, reagindo em todos os cantos desse país. Ontem estivemos com Luíza Erundina, autora do projeto de Lei que nomeou Paulo Freire patrono da educação brasileira, para nos organizar contra mais um atentado à democracia: a tentativa de retirar de Paulo Freire esse título. Sabemos da simbologia e do significado desse atentado e não permitiremos. Contamos com os educadores do Maranhão. Parabéns pela celebração dos 96 anos de Freire. A melhor forma de homenageá-lo é manter vivo seu legado, reinventando-o e, sem dúvida, cada um dos presentes nessa celebração dá vida à luta de Freire e honra sua história. Sigamos juntos!

 Um abraço de Moacir Gadotti e de toda a equipe do Instituto Paulo Freire.

sábado, 23 de setembro de 2017

Programa mais ideb MA


PROGRAMA MAIS IDEB

Não é só lutar por um número... É batalhar acirradamente pela qualidade da educação maranhense... É isso que esse programa é.
Tem três eixos...
Formação Continuada de professores
acompanhamento técnico pedagógico
Monitoria da Aprendizagem dos estudantes

Esse é um programa educacional que veio pra ficar.







Inauguração da escola BARJONAS LOBÃO no cohatrac.  Todos muito felizes com a reforma estrutural da escola. Uma escola digna para estudantes e toda comunidade escolar.  Presença ilustre do nosso governador Flávio Dino e do nosso secretário de educação Felipe Camarão. 22.09.2017


domingo, 17 de setembro de 2017

ESCOLA DIGNA DO MA




Escola Digna é.... Infraestrutura para escolas municipais 

Escola Digna é nova estrutura física para escolas estaduais....




Escola Digna é assistência pedagógica. Formação continuada e acompanhamento... O que faz com que nossos estudantes aprendam mais....


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM - LIVRO




UM LIVRO PARA ORIENTAR A PRÁTICA AVALIATIVA DE PROFESSORES

CONTATOS E PEDIDOS NO EMAIL: silvanamgm@gmail.com


ESCOLA DIGNA - A DIFERENÇA NO ESTADO DO MA



POR UMA ESCOLA DIGNA
A educação formal escolarizada é um direito coletivo que precisa ser universalizado com qualidade social. Os indicadores de qualidade educacional apontam desafios significativos que se acirram no decorrer do tempo para toda a nação e principalmente para o Maranhão, que é um dos estados com cenário merecedor de ampliada atenção.
Não obstante as ações já implementadas e que têm apresentado resultados significativos no que se refere à melhoria na qualidade da educação ofertada ao povo maranhense, faz-se necessário continuar avançando. Trazendo ao indivíduo meios de contribuição para uma educação voltada para clareza e discernimento do ser humano, protagonizando um adulto formador dentro de uma sociedade carente de saberes, índices de qualidade e desenvolvimento.
Nesse sentido, o Governo do Estado do Maranhão instituiu o Programa Escola Digna, que se apresenta como política educacional que visa a institucionalizar as ações da Secretaria de Educação em eixos estruturantes, dando unidade em termos de concepção teórica e metodológica para o desenvolvimento das práticas pedagógicas e que vão além da estruturação física das escolas.
Assim, a Escola Digna tem como objetivos:
ü    Implementar, coordenar e avaliar ações voltadas para o desenvolvimento de uma política curricular, visando envolver técnicos e equipes escolares na implementação de mudanças no Ensino Médio que possibilitem garantir a todos os estudantes aprendizagem de qualidade, na perspectiva integral;
ü    Propor, acompanhar e avaliar ações de formação continuada dos profissionais da rede estadual e das Secretarias Municipais, fortalecendo o regime de colaboração entre Estado e Municípios;
ü    Propor ações de formação, de apoio pedagógico e de assessoria para elaboração de orientações curriculares tendo em vista garantir o fortalecimento da qualidade da educação pública do Estado do Maranhão;
ü    Orientar, propor ações, acompanhar e avaliar o processo de institucionalização da escolha de gestores das unidades escolares;
ü    Propor, orientar e acompanhar o processo de avaliação institucional e de aprendizagem, tendo em vista a melhoria da qualidade de aprendizagem dos estudantes;
ü    Propor ações pedagógicas que orientem um novo olhar para o ensino e aprendizagem por meio das mediações tecnológicas, a fim de apresentar a pesquisa como princípio metodológico das práticas pedagógicas.
A política Escola Digna adotada no Estado do Maranhão tem como um dos princípios o fortalecimento da gestão democrática de acordo com as bases legais para essa democratização, com a consolidação do exercício cidadão de toda a comunidade escolar, principalmente na tomada de decisões para o alcance de uma efetiva educação de qualidade.
A escola digna contempla as ações educacionais a partir dos eixos de acordo com a estrutura abaixo:




 
TECNOLOGIA


2 PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
De acordo com a história da educação em nosso país, o Ensino Médio foi marcado por atendimento exclusivo de preparação de uma pequena elite para os estudos universitários e que, somente a partir do final do século XX, surgiram as primeiras iniciativas de universalização dessa etapa, como foco das políticas educacionais de diferentes países, dentre eles o Brasil. A problemática que envolve a ampliação do acesso ao Ensino Médio é um fenômeno relativamente novo e que tem recebido ao longo dos anos menos atenção que a Educação Primária e Fundamental.
Embora os problemas do Ensino Médio estejam relacionados, em parte, à má qualidade do Ensino fundamental que o antecede, várias questões relacionadas à formação da juventude, à transição para o mercado de trabalho, à desigualdade de oportunidades e às questões do conteúdo para esse nível de ensino ampliam as discussões e debates dos diversos profissionais que atuam em educação, todos em busca de estratégias diferenciadas para alcance melhorias.
Segundo o artigo 22 da LDB, a Educação Básica tem por finalidade, “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.
Nesse sentido, o Ensino Médio, como última etapa da educação básica, propõe a preparação para o trabalho e a cidadania do educando como ações a serem desenvolvidas por um currículo diversificado, planejado em consonância com as características sociais, culturais e cognitivas dos adolescentes, jovens e adultos, possibilitando o desenvolvimento pleno de suas potencialidades.
Atendendo a essa expectativa e visando cumprir gradativamente o proposto pelo Plano Nacional de Educação em sua meta 3, que busca a universalização do Ensino Médio para jovens entre 15 a 17 anos, como um grande desafio no âmbito das políticas públicas em educação, justifica-se o presente documento como eixo orientador das ações propostas para o Ensino Médio na rede estadual de ensino, buscando integrar as ações formativas direcionadas aos professores deste nível ensino, além de propor um caderno com sugestões de alinhamento curricular para  ações pedagógicas desenvolvidas nas instituições escolares.
E para subsidiar as ações, buscam-se os princípios norteadores do fazer pedagógico em prol do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Desta forma, temos:

2.1 Princípios norteadores

                                                                     ESCOLA


DIVERSIDAD
2.1.1 Educação Integral
A Educação Integral é um princípio geral para toda Educação Básica, uma concepção que compreende a educação como forma de garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões: intelectual, física, emocional e cultural.
Realizar uma educação integral não é apenas estabelecer maior quantidade de tempo e espaço aos estudantes na escola, e sim ressignificar o espaço educativo com práticas escolares qualitativamente diferentes e integralizadas que proporcionem aos educandos o reconhecimento de si e do universo em que vivem, atuando como sujeitos e protagonistas das transformações sociais. Desta forma, a rede de ensino do Estado Maranhão defende e prioriza e educação integral nos seguintes pontos:
·                 é uma proposta contemporânea, alinhada as demandas do século XXI, e tem como foco a formação de sujeitos críticos, autônomos e responsáveis consigo mesmos e com o mundo;
·                 é inclusiva, porque reconhece a singularidade dos sujeitos, suas múltiplas identidades e se sustenta na construção da pertinência do projeto educativo para todos;
·                 é uma proposta alinhada com a noção de sustentabilidade, porque se compromete com processos educativos contextualizados e com a interação permanente entre o que se aprende e o que se pratica;
·                 promove a equidade ao reconhecer o direito de todos a aprender e acessar oportunidades educativas diferenciadas e diversificadas a partir da interação com múltiplas linguagens, recursos, espaços, saberes e agentes, condição fundamental para o enfrentamento das desigualdades educacionais.

2.1.2 Protagonismo Juvenil
Pensar em uma escola digna é também estimular, incentivar a partir do currículo escolar o protagonismo juvenil como princípio estruturante no desenvolvimento da formação de lideranças e participação social.
O Protagonismo Juvenil que propomos para a educação maranhense tem como objetivo possibilitar aos nossos estudantes situar-se, intervir e adaptar-se às constantes mudanças que ocorrem em ritmo acelerado na dinâmica social, nos âmbitos tecnológico, econômico, social e cultural, de forma crítica e consciente de seus direitos e deveres enquanto cidadão.

“Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividades que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sociocomunitário” (Costa, 1996:90)

O desenvolvimento da autonomia deve ser o eixo central do Protagonismo Juvenil e este deve ultrapassar os limites da individualidade, ampliando-se para o coletivo. Ao mesmo tempo, os espaços educacionais devem ser compreendidos como múltiplos, ultrapassando os muros das escolas e atingindo outros espaços de referência, como organizações sociais, movimentos sociais etc. O jovem deve ser estimulado a participar dos diferentes grupos sociais, assim como envolver-se em diversas ações que exijam desse estudante várias capacidades para atuar nos contextos de forma dinâmica e criativa.
A escola, como instituição social formadora e com um currículo amplo, tem papel determinante em articular e desenvolver ações pedagógicas que estimulem nos estudantes o seu protagonismo. A formação deste protagonismo deve ser vinculada ao currículo escolar, através das diferentes áreas do conhecimento, traduzidas em práticas e vivências que enriqueçam sua preparação para a vida, para o mundo do trabalho e para a construção de valores éticos, morais, de respeito e de responsabilidade social.
Nesse sentido, compreende-se que o professor possui papel fundamental como articulador das relações do (a) adolescente consigo mesmo (a), com seus pares e com as situações por ele (a) vividas. Portanto, o protagonismo juvenil enseja a participação ativa do jovem dentro de todo o projeto educativo, desde a sua construção até a sua execução, com o suporte de seus educadores.
Desse modo, pensar o Ensino Médio de qualidade demanda compreender o protagonismo como catalisador do empoderamento dos múltiplos sujeitos da comunidade escolar no processo de construção e produção de conhecimento, com vistas à transformação da realidade social, por intermédio da escola como espaço democrático e participativo.  

2.1.3 Projeto de Vida - Mundo do Trabalho / Opção Acadêmica
Como etapa final da Educação Básica, o Ensino Médio tem, dentre suas finalidades, a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade às novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores.
A partir dessas aprendizagens, o estudante de Ensino Médio tem elementos para elaborar um projeto de vida que inclua vários aspectos funcionais: prosseguir nos estudos no nível superior, inserção no mundo do trabalho, preparação técnica para aprimoramento profissional, e o que mais ousar sonhar para sua vida. Dessa forma, competências básicas deverão ser construídas; dentre elas aprender a ser, conhecer e conviver com os outros, ser solidário e construir um futuro mais igualitário.
Assim, o Ensino Médio precisa considerar o passado, refletir sobre o presente visando à projeção de um futuro cada vez melhor, pois tudo que temos de produção humana vem do trabalho e resulta no trabalho enquanto produto da vida social.  Segundo Leandro Konder (2000, p.112): “Não há sociedade sem trabalho e sem educação”. São categorias históricas indissociáveis.

2.1.4 Iniciação Científica e Tecnológica
A pesquisa científica torna-se hoje indispensável para a vida, pois a sobrevivência numa sociedade da informação requer habilidades de busca orientada e tratamento dos insumos da comunicação midiática e científica. O uso das Tecnologias da Comunicação e Informação deve fazer parte dessa realidade de construção acadêmica do aprendiz, como ferramenta educacional e aplicada no seu dia a dia, no sentido de incluí-lo no mundo dos saberes.
Assim, para atuar no mundo moderno, há necessidades do aprendiz desenvolver diversos saberes, entre eles: capacidade de pensar e aprender com tecnologias; pesquisar, coletar informações, analisá-las, selecioná-las; criar, formular e produzir novos conhecimentos. Desta forma, é imprescindível que o professor esteja atento às constantes exposições dos alunos às informações, percebendo que a aprendizagem não acontece somente por meio do livro didático, mas também pela convergência de tecnologias e mídias. Além do impacto positivo sobre a aprendizagem, podemos destacar que o estudante envolvido com iniciação científica adquire conquistas imensuráveis, dentre elas:
- Aproximação com professores e disciplinas que têm maior simpatia e aptidão, concretizando a flexibilidade curricular, pois o currículo não se apresenta como estrutura rígida e intransponível;
- Apropriação de bibliografias, de forma crítica e analítica, o que desenvolve as capacidades de leitura e escolhas de posicionamentos teóricos;
- Aprende com maior autonomia, sabendo tomar decisões quando surgirem dificuldades;
- Desenvolve capacidade de criar o “novo” e aplica conhecimentos de forma colaborativa e com autoria;
- Seleciona informações relevantes nas fontes digitais e bibliográficas.
A pesquisa se transforma em um princípio pedagógico, ganhando mais sentido de ser diante de uma situação de aprendizagem problematizadora e investigativa. Em conformidade com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (Resolução CNE/CEB - 2012, p. 197)[1], as unidades escolares devem orientar a definição de toda proposição curricular fundamentada “na pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa ser protagonista na investigação e na busca de respostas em um processo autônomo de (re)construção de conhecimentos”.

2.1.5 Inclusão, Diversidades e Modalidades
O movimento mundial em direção aos sistemas educacionais inclusivos indica uma relação escolar plural e unitária, voltada para a construção da cidadania, dos direitos fundamentais, do respeito à pluralidade e à diversidade étnica, de gênero, de classe social, de cultura, linguística, cognitiva, de crença religiosa e de orientação política. Ao compreender a escola nesta perspectiva, resgata-se seu caráter democrático através da adoção do compromisso legal com a oferta da educação de qualidade para todos, na qual a diversidade deve ser entendida e valorizada como elemento enriquecedor da aprendizagem e dinamizador do desenvolvimento pessoal e social.
O conceito de diversidade é inerente à educação inclusiva e evidencia que cada educando possui uma maneira própria e específica de absorver experiências e construir conhecimentos. Nesse contexto, novos conhecimentos teóricos se fazem necessários, uma vez que se defendem a estrutura e o funcionamento escolar com práticas pedagógicas que favoreçam condições de aprendizagens a todos/as, considerando o gênero, raça/etnia, condição social, econômica, ritmos de aprendizagens, condições cognitivas ou quaisquer outras situações.

Pensar do ponto de vista da diversidade implica em enfrentar o desafio de aprender a respeitar as diferenças, de exercitar o diálogo, ultrapassar as barreiras, vencer os preconceitos e construir uma sociedade mais justa e solidária. Está relacionado com as aspirações dos povos e das pessoas à liberdade para exercer sua autodeterminação. Está ligado ainda à aspiração de democracia e à necessidade de administrar coletivamente realidades sociais que são plurais e de respeitar as liberdades básicas. A diversidade é também vista como uma estratégia para adaptar o ensino aos estudantes. (SACRISTÁN, 2002).

Propor um Ensino Médio de qualidade que atenda as Modalidades e Diversidades significa romper com o paradigma linear do currículo que, independente da obrigatoriedade do atendimento comum expressa na Base Nacional, Diretrizes e Matrizes, importa pensar e garantir um Ensino Médio que contemple, inclua e considere os diferentes estudantes que compõem o espaço de sala de aula em cada território do Estado do Maranhão.
Dessa forma, o currículo não deve ser pensado para atender uma parcela dos estudantes, mas principalmente respeitar a diversidade existente no espaço escolar, promovendo atividades de acessibilidade curricular pautadas nas metodologias da contextualização e transversalidade, retratando um currículo integrado.
Com o objetivo de equiparar as oportunidades para todos é que a Rede Estadual de Ensino propõe a construção de uma escola que defenda a equidade e vislumbre mudança conceitual na área da educação, com vistas à defesa e promoção do exercício do direito à educação, à participação e à igualdade de oportunidades de todos/as os/as adolescentes, jovens, adultos e idosos.

2.1.6 Escola democrática como centro do fazer pedagógico
A escola precisa ter como eixo de trabalho central o processo de aprender e de ensinar, com uma atuação mediadora, cujo ponto de partida e de chegada é a prática social dos estudantes, de acordo com as Diretrizes Curriculares do Estado do Maranhão.
Nesse sentido, é importante que todos os sujeitos integrantes da equipe escolar desenvolvam uma postura crítica, reflexiva e participativa, atuando em função da aprendizagem integral de todos os estudantes.
A Gestão Escolar é um processo pedagógico por excelência, sustentado pelo conhecimento da legislação educacional brasileira, pelo diagnóstico da realidade da escola para a definição dos objetivos e metas que compõem o planejamento escolar e, assim, colaborar para o fortalecimento das ações de participação da comunidade escolar e local nas decisões, buscando soluções e alternativas que viabilizem a melhoria do funcionamento da instituição de ensino para cumprir sua função, que é promover o desenvolvimento das aprendizagens.
Conceber a escola democrática como foco é entender a importância dos sujeitos na construção de conhecimentos, da localidade como ponto de partida, da cultura socialmente produzida que faz com que a escola não tenha “muros” mas seja “ponte” entre o que se vive e o que é reconhecido como o conhecimento formal.
O trabalho pedagógico deve partir da escola para o mundo, numa relação dialética, em que o mundo é construído por cada sujeito nele inserido, na perspectiva da transformação social. Nessa perspectiva, estudos que envolvam o empreendedorismo, iniciativas inusitadas, capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios e relações interpessoais são importantes no cotidiano escolar no trato curricular.


[1]BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB 2/2012. Diário Oficial [da] União, Brasília, DF, Seção 1, p.10,24/01/2012. Resolução nº 02, de 30 de janeiro de 2012.