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– PROVA RESPOSTA ABERTA
É do tipo de avaliação em que o
professor propõe algumas questões a serem respondidas por escrito, pelos
alunos. Tanto a formulação como suas respostas são relativamente livres.
Este tipo de prova recebe o nome de
prova aberta, de resposta livre, discursiva, teste com itens do tipo ensaio,
prova subjetiva.
A dissertação deve ser adotada quando
se quer verificar a compreensão global, através do raciocínio interpretativo.
1.1 – Vantagens
-
Fácil organização, poucas questões, itens
escritos no quadro.
-
Permitem a reflexão do aluno.
-
Excluem adivinhação e o fator.
-
Proporciona a oportunidade de julgamento
mais criterioso, visto que o professor pode comparar as respostas e tem tempo
para determinar melhor o valor de cada questão.
-
Úteis para diagnosticar interpretações
incorretas, conceitos não entendidos.
-
Oferecem aos alunos oportunidade de
selecionar aspectos mais importantes e organizar o conhecimento sobre o
assunto.
1.2 – Desvantagens
-
Seus resultados representam pouca amostra
do tema.
-
Elaboração acabe sendo menos cuidadosa:
generalizações, ambigüidade, critérios livres de correção.
-
Sendo mais trabalhosa para o aluno, a
abrangência será melhor.
-
Podem ser interpretadas subjetivamente.
-
A nota poderá ser influenciada pelo
conceito anterior do aluno pelo tipo de letra, pelos erros de português...
1.3 – Cuidados
a serem observados
-
Não improvisar.
-
Utilizar em circunstancias especiais:
interpretações, relações, etc.
-
Cuidadosa redação de cada item.
-
Não formular itens de respostas longas.
-
Correção anônima dos testes: correção por
questões ou correção de várias pessoas.
-
Limite e defina a liberdade do aluno ao
responder a questão.
-
Indique claramente em cada questão a
extensão e a profundidade das respostas desejadas.
-
A terminologia usada na formulação do tema
deve exprimir, de forma tão exata quanto possível, qual o nível e tipo de
tratamento para uma resposta satisfatória.
-
Questões do tipo “que você pensa sobre...”,
“Em sua opinião...”, servem para avaliação da área afetiva (altitude, ideais,
preferência do aluno), ou para medir a habilidade de o estudante fazer uma
defesa lógica e bem fundada do seu ponto de vista. Neste caso, o professor não
deve avaliar o ponto de vista em si do estudante, mas sua capacidade de
defendê-lo adequadamente.
1.4 – Técnica
de elaboração
-
Formular questões amplas e relevantes,
procurando os aspectos significativos do que o aluno deve saber para aprová-lo
e não questões de valor puramente acadêmico para reprová-lo.
-
Redigir as questões de forma clara e
precisa, usando adjetivos e advérbios. Estes devem esclarecer o que desejamos
que o aluno responda e como deve fazê-lo.
-
Prever o tempo de forma adequada evitando
prorrogações, o que prejudicaria o bom estudante.
-
Elaborar todas as instruções por escrito,
de forma clara. Caso não seja possível , proporcionar todas as explicações
antes de iniciar a prova para evitar dispersar a atenção ou tumultuar o
ambiente com interrupções perfeitamente evitáveis.
-
As questões devem ser escritas com letra
clara no quadro de giz ou distribuídas
mimeografadas.
-
Não permitir ruídos desnecessários nem
conversas paralelas.
-
Organizar um padrão de correção, contendo
para cada questão os elementos essenciais e respectivos valores parciais.
-
Corrija questão por questão e não prova por
prova, o que facilita a correção porque em pouco tempo memorizamos cada questão
, seus itens e valores, evitando que pela continuidade uma excelente resposta
nos torne benevolente para uma fraca resposta ou uma péssima resposta nos
predisponha negativamente para a resposta seguinte.

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