As avaliações nacionais tem como base um referencial curricular definido pelo MEC em conjunto com redes municipais e estaduais de ensino. Essas matrizes não representam tudo que deve ser trabalhado com alunos na escola mas o que pode ser verificado em uma prova objetiva e considerado relevante para que os alunos saibam nas fazes conclusivas da educação básica.
AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - SAEB-PROVA BRASIL
FOCO: TEXTO – LEITURA
OBJETIVO:
Apreender o texto como construção de conhecimento em diferentes níveis de
compreensão, análise e interpretação.
¨ Matriz - 4ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
I. Procedimentos de Leitura
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D1
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Localizar informações explícitas em um texto.
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D3
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Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
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D4
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Inferir uma informação implícita em um texto.
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D6
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Identificar o tema de um texto.
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D11
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Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
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II. Implicações do Suporte, do Gênero
e/ou do Enunciador na Compreensão do texto
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D5
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Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso
(propagandas, Quadrinhos, foto etc).
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D9
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Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
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III. Relação entre Textos
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D15
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Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na
comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que
ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
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IV. Coerência e Coesão no Processamento
do texto
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D2
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Estabelecer relações entre partes de um texto,
identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade
de um texto.
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D7
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Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos
que constroem a narrativa.
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D8
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Estabelecer relação causa/conseqüência entre partes e
elementos do texto.
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D12
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Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no
texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
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V. Relações entre Recursos Expressivos
e Efeitos de Sentido
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D13
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Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
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D14
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Identificar efeito de sentido decorrente do uso da
pontuação e de outras notações.
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VI. Variação Lingüística
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D10
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Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o
locutor e o interlocutor de um texto.
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EXEMPLOS
DE questões de prova DE LÍNGUA PORTUGUESA
DA 4.ª
SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
Convite
Poesia
é
brincar com as palavras
como
se brinca
com
bola, papagaio, pião.
Só que
bola,
papagaio, pião
de
tanto brincar
se
desgastam
As
palavras não:
quanto
mais se brinca
com
elas
mais
novas ficam.
Como
água do rio
que é
água sempre nova.
Como
cada dia
que é
sempre um novo dia.
Vamos
brincar de poesia?
(PAES, José
Paulo. Convite. In: AGUIAR, Vera
(coordenação). Poesia fora da
Estante. Porto Alegre: Editora Projeto. p.
48.)
1.
No
poema Convite, o autor convida para
(A) brincar de bola.
(B) fazer uma festa.
(C) renovar a água.
(D) fazer poesia.
Gabarito: D
Descritor
6 – Identificar o tema de um
texto.
2.
A
palavra brinca em “...quanto mais se
brinca com elas”, tem o sentido de
(A) criar poesia.
(B) jogar pião.
(C) fazer pipa.
(D) nadar no mar.
Gabarito : A
Descritor 3
- Inferir o sentido de uma palavra em um texto.
3.
Segundo
o poema, as palavras não se gastam porque
elas
(A) são feitas de material mais resistente.
(B) se renovam com o jogo da poesia.
(C) são como bola, papagaio e pião.
(D) são pouco usadas e ficam sempre novas.
Gabarito: B
Descritor 8
– Estabelecer relação causa / conseqüência entre partes de um texto.
4.
Qual
a palavra que substitui a expressão Só que em “Só que/ bola, papagaio,
pião / de tanto brincar”?
(A)
Embora.
(B)
Quando.
(C)
Onde.
(D)
Porque.
Gabarito: A
Descritor 2
– Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou
substituições que contribuem para a continuidade.
5.
Com
que palavras o autor convida o leitor a fazer poesia?
(A)
“Poesia
é brincar com as palavras...”
(B)
“Como
se brinca, com bola, papagaio e pião.”
(C)
“Vamos
brincar de Poesia”.
(D)
“...bola,
papagaio e pião de tanto brincar se gastam...”
Gabarito: C
Descritor 10
– Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor
de um texto.
O MACACO E O
COELHO
Monteiro Lobato
Um macaco e um coelho fizeram a
combinação de um matar as borboletas e outro matar as cobras. Logo depois o
coelho dormiu. O macaco veio e puxou-lhe as orelhas.
-Que é isso? Gritou o coelho,
acordando dum pulo.
O macaco deu uma risada.
-Ah, ah! Pensei que fossem duas
borboletas...
O coelho danou com a brincadeira e
disse lá consigo: “Espere que te curo”.
Logo depois o macaco se sentou numa
pedra para comer uma banana. O coelho veio por trás, com um pau, e lepte! Pregou-lhe grande paulada no
rabo.
O macaco deu um berro, pulando para
cima duma árvore, a gemer.
-
Desculpe,
amigo, disse lá de baixo o coelho. Vi aquele rabo torcido em cima da pedra e
pensei que fosse cobra.
Foi desde aí que o coelho, de medo do macaco
vingar-se, passou a morar em buracos.
(In. Histórias de Tia
Anastácia. SP, Brasiliense, 1950, p. 121)
1.
No
texto, a frase “Espere que te curo”
significa que o coelho
(A) diz ao macaco que vai curá-lo.
(B) diz a si mesmo que vai vingar-se do
macaco.
(C) diz ao macaco que vai vingar-se dele.
(D) diz a si mesmo que vai curar-se.
Gabarito: B
Descritor 13
– Identificar efeito de ironia ou humor em textos variados
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