quarta-feira, 16 de maio de 2012

ORGANIZAÇÃO ESCOLAR POR CICLO E O PROCESSO DE AVALIAÇÃO


CICLOS E AVALIAÇÃO
      A organização da escolaridade em ciclos fundamenta-se na LDB nº 9394/96, artigo 32, que propõe “é facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos”. Esta tem por base experiências socialmente significativas para a idade do aluno, que “incorpora a concepção de formação global do sujeito partindo do pressuposto da diversidade e dos ritmos diferenciados no processo educativo.” ( Dalben,2000, p.21)
O sistema de ciclo possibilita a adoção do regime de progressão continuada na qual a criança avança em seu percurso escolar em razão de ter se apropriado pela ação educativa, de novas formas de pensar e agir. É concebido dessa forma como uma seqüência de séries (níveis ou etapas) anuais formando um todo, tendo por principal característica a ampliação do tempo de aprendizagem no aprofundamento do domínio do conhecimento, sem a interrupção do processo (Perrenoud, 2004, p.35). Além disso, favorece a abordagem dos conteúdos de forma gradativa e sistemática, possibilitando a apropriação de instrumentos necessários á formação integral do educando, evitando a excessiva fragmentação dos saberes escolares.
Na questão da avaliação como atividade  ampla e complexa, é importante que ao exercê-la, o professor tenha em vista mais do que um instrumento para dar notas, mas o domínio gradativo das atividades propostas. No sistema de ciclo a avaliação é predominantemente qualitativa, construída no cotidiano escolar, o professor deve registrar em fichas próprias (diários) os avanços e dificuldades que o aluno apresentar, nas diversas áreas de conhecimento. A objetividade do registro apresentado permitirá que se faça no processo ensino e aprendizagem, a intervenção pedagógica  necessária. Por esta razão estes pareceres deverão ser descritivos de maneira simples e concisa, na intenção de obter elementos que possibilitarão o construir e o reconstruir deste processo educativo.
No entanto, apesar dos avanços que o ciclo proporciona na área de avaliação é de extrema relevância considerar que a cultura escolar precisa acompanhar esta transformação de forma construtiva. Questões a cerca da aprovação e  reprovação deverão ser colocadas no contexto das ‘relações’ que ocorrem no interior da escola, principalmente na sala de aula, por ser esta um local em que se estabelece relações entre estudantes , professores, pais, etc.
As provas podem continuar existindo, contudo os professores deverão acompanhar atentamente todo o percurso do aluno, conhecimentos prévios, os construídos na escola e como foram construídos. Dessa forma terão condições de acompanhar de perto o desenvolvimento do aluno, possibilitar o replanejamento das aulas e atividades e oferecer aos alunos oportunidades de recuperação da aprendizagem.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

CENSO ESCOLAR 2012

CENSO ESCOLAR  2012

O censo escolar é um levantamento detalhado de todas as informações relevantes sobre as estruturas do ensino básico brasileiro - educação infantil, ensino fundamental e médio -, tanto público quanto privado.
            São coletados dados sobre estabelecimentos, matrículas, funções docentes, movimento e rendimento escolar. As informações levantadas são organizadas em estatísticas que ajudam a traçar um panorama da educação nacional. Essas informações servem como base para o desenvolvimento de políticas públicas, metas e execução de programas na área educacional. Também são fundamentais para o planejamento e distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para os estados e municípios. Além disso, são utilizadas na elaboração da Saeb, Prova Brasil, e no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), usado como referência na elaboração das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação. 
               O levantamento é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e conta com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Ensino.


CRONOGRAMA PARA O CENSO ESCOLAR 2012
O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira (30), por meio da portaria nº 144, no "Diário Oficial da União", o cronograma do Censo Escolar da Educação Básica de 2012.
De acordo com a portaria, o censo terá duas etapas e será realizado via internet em todo o território nacional.
Atividade

30/5/2012 Abertura do Sistema Educacenso na internet

30/5 a 30/7/2012 Coleta, digitação e exportação dos dados pela internet
15/8/2012 Envio dos dados preliminares ao MEC e publicação dos resultados preliminares no 'Diário Oficial da União'
30/11/2012 Envio dos dados finais resultantes das correções e verificações para publicação no 'Diário Oficial da União'
1º/11/2012 Abertura do módulo "situação do Aluno" no Sistema Educacenso
1º/11 a 15/3/2013 Coleta, digitação e exportação dos dados de rendimento e movimento escolar pela internet
25/5/2013 Divulgação dos relatórios por escola no módulo "situação do aluno" no Sistema Educacenso para conferência
10/4/2013 Correção dos dados no Sistema Educacenso
22/4/2013 Divulgação dos relatórios por escola contendo os dados finais de rendimento e movimento escolar 2012
Fonte: MEC/Inep

A AUTO-AVALIAÇÃO


AUTO-AVALIAÇÃO


Entre as diversas práticas escolares que privilegiam o exercício da autonomia, auto-avaliação ganha destaque (no sentido de fazer o aluno aprender a pensar, argumentar, criticar, defender, concluir. Isso permite um processo de aprendizagem criativo  significativo, bem como favorece um diálogo mais profícuo entre os sujeitos da aprendizagem na construção do conhecimento.
A auto-avaliação como instrumento de avaliação da aprendizagem pouco ou nada se utiliza em sala de aula, apesar de sua importância já ser conhecida desde a década de 80, mais precisamente no ano de 1983 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) fazendo parte do programa de Educação e Currículo. (Masetto 2004). A verdade é que ainda não incorporamos no cotidiano da escola a concepção de auto-avaliação do ensino (feita pelo professor) e auto-avaliação da aprendizagem (feita pelo aluno).
Numa concepção de educação cujo foco do ensino é o aluno pensante, crítico, transformador, orientar a avaliação para uma prática formativa, é coerente privilegiar a auto-avaliação como pressuposto para avançarmos mais rapidamente em direção a uma concepção mais atual de ensino e aprendizagem.
A prática da auto-avaliação deve se apresentar de forma individual e grupal, privilegiando o currículo de forma global e não apenas atitudinal. Os estudantes nos mais diversos níveis de ensino devem refletir sobre seus avanços e dificuldades relativos a sua socialização e sua aprendizagem.
Nesse sentido a auto-avaliação torna-se um instrumento concebido para possibilitar que os alunos analisem seu próprio desempenho. Tal análise pode se apresentar de forma oral ou por escrito, destacando pontos positivos ou negativos, necessidades ou avanços, ou seja sua evolução e condições de produção no processo de aprendizagem.
Ao optar pela auto-avaliação como instrumento avaliativo em sala de aula, o/a professor/a precisa ter ciência do alcance de várias etapas como:
1.     Cercar o processo de auto-avaliação do maior grau de legitimidade; visto que o aluno não poderá se atribuir um conceito ou nota de forma aleatória, já que esta ainda passará pela análise do professor.
2.     Acreditar que a auto-avaliação pode significar um excelente instrumento de reflexão sobre a prática educativa, contribuindo para maior conscientização crítica e autonomia intelectual das pessoas.
3.     Usar o depoimento ou documento (fichas, relatórios e etc.) como fontes para o planejamento das atividades de aprendizagem.
4.     Desenvolver um clima de confiança entre si e os alunos, para que estes acreditem na auto-avaliação e para ajudá-los a aprender.
5.     Mostrar ao aluno o que é esperado dele no âmbito da aprendizagem, para que ele possa fazer sua auto-avaliação com eficácia.

A auto-avaliação inserida no contexto da avaliação mediadora coloca-se como excelente oportunidade para o aluno refletir sobre seu processo de aprendizagem, tomando consciência de suas reais possibilidades para a partir daí junto ao professor estabelecer estratégias adequadas para o acompanhamento curricular.
A importância da auto-avaliação no âmbito escolar de maneira geral é deturpada em função da concepção tradicional de avaliação que perdurou por décadas. Esta atribuía duas áreas para avaliar: área cognitiva e área afetiva, sendo ( a auto-avaliação) específica desta ultima, a qual priorizava aspectos atitudinais como: participação, assiduidade, interesse, iniciativa e etc.
Nos dias de hoje, sabe-se que essas áreas se interligam evitando uma avaliação fragmentada, além do que a auto-avaliação pode ser aplicada em várias áreas do conhecimento; Linguagem, Códigos e suas tecnologias, Ciências Humanas e da Natureza. Contemplando aspectos diferentes do domínio de aprendizagem e relacionando-se tanto com os conteúdos atitudinais como com os conteúdos conceituais e procedimentais.
Atividades curriculares realizadas de forma coletiva devem incluir uma auto-avaliação do grupo, pois é um momento relevante para a formação de atitudes para a boa convivência social, além de envolver a participação de todos os membros, o esforço e a contribuição de cada um para o sucesso das atividades.